sábado, novembro 14, 2009

Checando os e-mails:notícias dos amigos

Tão engraçadinha e fofa a Juliana Scorza - toda feliz porque lendo uma reportagem viu seu nome citado por um crítico de artes -- mas pudera eu sempre gostei do seu trabalho, não sou crítico e não entendo de artes plásticas mas talentosa sempre fora e despontar é o seu destino, adoro gente assim: multi multipla.

Aqui juz a reportagem de Rodrigo de Souza Leão

e nessa outra um estudo da 'Mulher Derretida' o quadro acima por José Maria Dias da Cruz

Começar o sábado

Lendo um jornal, um café e um trago de poesia:

A bela de Amherst

Emily Dickinson

249 -

Noites Loucas — Noites Loucas!
Estivesse eu contigo
Noites Loucas seriam
Nosso luxuoso abrigo!

Para Coração em porto —
Ventos — são coisas fúteis —
Bússolas — dispensáveis —
Portulanos* — inúteis!

Navegando em pleno Éden —
Ah, o Mar!
Quem dera — esta Noite — em Ti
Ancorar!

Tradução: Paulo Henriques Britto


*Portulano (do latim "portus", porto), ou portolano, é uma antiga carta náutica Europeia, datada do século XIII ou posterior


Original em inglês:

Wild Nights — Wild Nights!
Were I with thee
Wild Nights should be
Our luxury!

Futile — the Winds —
To a Heart in port —
Done with the Compass —
Done with the Chart!

Rowing in Eden —
Ah, the Sea!
Might I but moor — Tonight —
In Thee!

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terça-feira, novembro 10, 2009

O apagão desta noite em Itaipu

Aqui em casa às 10:12 só ameaçou apagar, quase foi ... um apagão!
É lamentável isso pois penso nas situações emergênciais e necessárias
!

Hoje chove lá fora ...e encontrei essas



gotas sonoras, o site chega a ser poético

Eu quero

Quase um sonho de consumo ...

domingo, novembro 08, 2009

O que se deve fazer com a intuição?

"Não existe nenhum caminho lógico para a descoberta das leis do Universo - o único caminho é a intuição" - frase atribuída a Albert Einstein (1879-1955)


Em filosofia, intuição é o processo de apreensão racional não-discursiva de um fenômeno ou de uma relação. Se a razão discursiva se caracteriza por um processo paulatino que culmina numa conclusão, a intuição é compreensão directa, imediata de algo.


Opondo-se diretamente a Descartes, Charles Sanders Peirce nega que tenhamos o poder de conhecer de maneira imediata ou intuitiva nossos próprios pensamentos (autoconhecimento). Para Peirce, o conhecimento de um pensamento é a interpretação do mesmo em outro pensamento. Nessa interpretação, o pensamento interpretado pelo pensamento posterior é signo-pensamento, e o pensamento que interpreta o pensamento anterior é interpretante.

Vários centros de pesquisas hoje analisam o fenômeno da intuição ou do sexto sentido, inclusive a neurociência.

E se a gente pode definir intuição sem qualquer conotação paranormal, espírita, nada disso... Então, se você considerar que o cérebro é uma máquina, digamos, não só de responder aos acontecimentos - isso é a parte mais fácil, o menor do trabalho do cérebro – mas, principalmente, de usar toda a informação que ele já colheu sobre o passado da sua experiência de vida, das regras que você aprende e generalizar para o futuro. E que ele, mais do que qualquer coisa, tenta o tempo todo usar essa informação para prever o futuro, para antecipar o que vai acontecer, guiando, então, o comportamento. A gente pode dizer que a intuição é nada mais do que esse trabalho que o cérebro faz em permanência, de tentar adivinhar o que vai acontecer. Desde o nível mais imediato, mais instantâneo – o que vai acontecer se eu fizer esse movimento com a minha mão ou se eu botar o pé no chão, quando que ele vai encontrar o chão de fato? Até um futuro mais distante. O que eu devo estudar para poder ser jornalista ou cientista no futuro? Ou será que o ônibus que está vindo pela rua vai passar do meu lado em segurança ou será que vem na minha direção? Então, eu acho que o que a gente chama cotidianamente de intuição é esse meio-termo. O que acontece são essas previsões no espaço de poucos segundos sobre o que vai acontecer no futuro. Então, se a gente pensar que o cérebro tenta fazer isso o tempo todo, boa parte das vezes ele vai errar. E essas em que ele erra passam em branco, você não nota. Agora, se a gente considerar que esse trabalho por excelência do cérebro é extremamente importante naquela hora em que ele faz a predição e acerta, de fato, aquilo acontece, é extraordinariamente importante que alguma parte do cérebro chame a atenção para aquela... adivinhação que se cumpriu, que deu certo. É o prêmio para o funcionamento do próprio cérebro, né? Quer dizer: “Olha, você acertou”. Então, faz isso de novo da próxima vez, porque funciona. Então, eu acho que aí a diferença entre ouvir ou não ouvir a intuição está em o que a gente fez com esses avisos, digamos, essas previsões que o cérebro manda para a gente, o quanto você ouve disso e o quanto você respeita essa informação. (Suzana Herculano-Houzel)

Vendo isso penso porquê o Fantástico fez um matéria sobre o paranrmal ... depois ela na sequência ...

O que se deve fazer com a tal da intuição?